quarta-feira, 13 de julho de 2016

...Sobre ser mãe em tempo integral...



Pois é sou mãe em tempo integral! Você poderia me perguntar: Mas você não trabalha fora?... Sim, trabalho! Mas mesmo assim: sou mãe em tempo integral cheguei a essa conclusão!

Na semana que ia ganhar a minha primeira filha, eu e meu marido fizemos um programa a sós, seria o último programa sozinhos de nossas vidas! Hoje eu entendi o que isso queria dizer de verdade.
Estava uma tarde agradável e como estamos de férias decidimos por deixar as crianças no curso de férias da escola e irmos ao cinema com uns amigos. Tudo maravilhoso, assistimos aquele filme romântico que faz chorar ao invés de desenhos como tem sido das ultimas vezes, namoramos, conversamos e rimos! Quando então no momento do cafezinho pós filme resolvi olhar o celular e lá estavam 5 ligações perdidas da escola! Pronto! Todo o bem estar foi esquecido! O chão se abriu e surgiu então a "louca do telefone" (acho que já compartilhei esse texto aqui). A voz do outro lado da linha me contou que o meu pequeno estava com febre e que estava me ligando a pelo menos 2 horas.... Como assim? Eu abandonei meu filho por 2 horas para me divertir!!!!!! Inadmissível!!!! a "louca do telefone" abandonou os amigos no café e correu pra salvar o pequeno filho abandonado, com a culpa nos ombros e lágrimas nos olhos. No caminho vim pensando que nada mais será como antes, eles são meus filhos em tempo integral, não importa se eu quero ir ao cinema, ao cabeleireiro, fazer um passeio romântico, não importa nada disso tira ou pelo menos inibe o meu titulo de mãe em tempo integral, não importa meu cansaço ou minha vontade de parar tudo e curtir um pouco, ainda sim sou mãe desses dois pequenos milagres que Deus me deu... E eu chorei, chorei porque não quero que seja diferente, não quero que chegue o dia que eu tenha tempo de ir ao cinema sem ser notada, não quero que chegue o dia que eu não tenha o porque correr para fazer minhas tarefas... quero ser interrompida por muitas vezes, por muitos anos, por toda a minha vida, não quero meus filhos doentes não é isso, quero que eles saibam que independente do papel que eu estarei desempenhando naquele momento, antes e acima de qualquer coisa eu sou mãe em tempo integral!



sexta-feira, 13 de maio de 2016

O fim da licença maternidade


E então a gravidez chega ao fim, nasce um bebê lindo e começa a tão esperada licença maternidade, são noites em claro, dias longos, cansativos e felizes (coisa de mãe!), passa o primeiro mês e você venceu a adaptação, passa o segundo mês e você começa a entrar em uma rotina encantadora em relação ao mês que se passou, o terceiro mês se inicia e então os sorrisos daquela pessoinha começam a aparecer, os passeios são mais freqüentes, o bebê já esta começando a interagir e você a ganhar gargalhadas, e com a alegria desse momento surge o desespero do último mês da tal licença maternidade para a maioria mulheres! Uma outra parte, suponho que muito menor do que gostaríamos, conseguem vivenciar os primeiros momentos do bebê tentando se manter sentado e tantas outras conquistas que a chegada do quinto mês traz antes do pânico bater! Uma vontade de chorar, de correr, de achar um botão que pare o tempo ali!
Quando acabou a minha primeira licença maternidade eu achei que fosse morrer, doeu demais! Como eu podia ter tido uma filha para deixar em uma escola o dia todo? Me senti uma bruxa má! Chorei por muitos dias! Me sentia culpada por não querer parar de trabalhar, me sentia culpada por querer parar de trabalhar, me sentia culpada por ela estar na escola! A questão era a culpa! Agora chega ao fim minha segunda licença, falta pouco... e a culpa? Continua aqui! Me sinto culpada porque agora o pouco tempo livre será dividido, me sinto culpada porque não sofri tanto como da primeira vez, embora tenha chorado alguns litros! Me sinto culpada porque eles, os dois, serem felizes quando passam o dia todo na escola, e saber que isso faz bem não faz bem para meu ego! Essa tal culpa que continua aqui e ainda me faz chorar! A diferença é que eu sei que ela vai passar, vai diminuir dia após dia. Na primeira vez eu não sabia disso! Agora eu sei que vou conseguir lidar com as emoções!
Mas, o porquê dessa dor ainda estar aqui?  Porque mesmo sendo a segunda vez, ainda não sei se vou dar conta de tudo isso, choro quando penso que terei dois pequenos mais um trabalho para lidar, mais a casa, mais o marido, mais eu, mais o ministério da igreja... E então no meio de uma dessas crises Deus me deu a graça de falar ao meu coração: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
(Filipenses 4:6,7) e aqui estou eu meditando e compartilhando essa Palavra e que ela possa ser o sustento da minha paz e de tantas outras mães que passam por esse momento, seja com o primeiro, o segundo ou seja qual filho... embora tenha sempre um fato para termos medo, temos um certeza para todas as coisas: Deus cuida de nós e dos nossos! E nossa missão é confiar! E que comece mais uma etapa!  

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Mãe também cansa!

Mãe também cansa. Não cansa de ser mãe, cansa de viver a loucura de ser mãe! A cabeça de mãe não pára: Estou educando direito? Estão comendo direito? A escola é boa? Estão se desenvolvendo bem? Isso cansa! A hora de dormir é hora de cansar, põe as crianças na cama... faz a rotina... escova os dentes... põe pijama... conta história... fica apaixonada olhando aqueles seres lindos dormindo... kkkkk! A hora de acordar é hora de cansar: põe a mesa, toma o café, tira a mesa arruma as crianças! Estão todos por perto? Já é hora de sair? Como será a rotina de hoje? Teremos tempo de se curtir juntos? E então começa a correria! Foi dada a largada para mais um dia!
Depois que tive meu segundo filho minha aparência ficou de cansada, os olhos mudaram, as olheiras aumentaram... Ás vezes o cansaço é tanto que se transforma em lágrimas... E então alguém poderia me perguntar: E vale a pena tudo isso? E você ainda me diz que gosta de ser mãe? E eu responderia: Ahh... se todos pudessem se cansar, assim através do maior amor do mundo, dando e recebendo carinho! Sabe quando fazemos um trabalho que amamos e no final do dia estamos exaustos mas realizados? É isso! E tem mais o simples fato de cansarmos não significa que não somos felizes ou que não amamos nossos filhos, quando dizemos que estamos cansadas talvez seja aquele momento que queremos um abraço ao invés de uma crítica, queremos um carinho, um elogio, um beijo, que recarregue nossa bateria para que no dia seguinte nossa amada e cansativa rotina de criar nossos filhos continue!

Por Day Camargo